Mais do que cultura e visibilidade mundial, edição 2016 da Flip oferece emprego e renda aos profissionais de Paraty
Começa na quarta-feira, 29 de junho, a 14ª Festa Literária Internacional de Paraty – Flip, uma experiência única em se tratando de eventos literários brasileiros. Mais do que uma possibilidade de juntar escritores nacionais e internacionais, poetas, intelectuais das letras, fãs e leitores, a festa oferece uma grande oportunidade profissional àqueles que residem no município e nas redondezas, principalmente nas áreas comercial e turística, movimentando a cidade economicamente.
Por conta do evento, a rede hoteleira local apresenta bons resultados motivada pelo alto número de turistas que se hospedam no município durante a festa. A um dia do início da Flip, apesar de ainda existirem vagas para turistas de última hora, a rede já está com 80% de ocupação. E quanto mais visitantes, maior é o número de vagas extras que surgem, em todas as áreas.
Profissionais bilíngues, trabalhadores do ramo de bares e restaurantes, setor hoteleiro, todos saem ganhando com a festa, mostrando que a literatura e a cultura, em geral, também são duas áreas que têm muito a acrescentar quanto ao enfrentamento da atual crise econômica que assola o país. O próprio evento contou com um corpo profissional de 500 pessoas na organização da edição de 2015, o que sugere que todos saem ganhando com a realização da festa.
A Flip 2016 homenageia a escritora e poetisa carioca Ana Cristina César (1952-1983), um dos expoentes da chamada Poesia Marginal Brasileira – surgida nos anos 70. Nomes importantes da literatura mundial, como a ucraniana Svetlana Aleksiévitch, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura do ano passado, pelo livro Vozes de Tchernóbil, e o escritor norueguês Karl Ove Knausgård, responsável pela premiada série literária Minha Luta.
Ainda assim, até o dia 3 de julho, quando a Flip deste ano chega ao fim, tão especiais quanto os artistas do evento serão os turistas e os profissionais que fazem com que a festa seja única, tanto nos aspectos culturais quanto nos econômicos. O escritor Monteiro Lobato disse, numa de suas frases mais marcantes. “Um país se faz com homens e livros”. O Canal Costa Verde Empresarial não apenas concorda... Como acrescenta: e com gente disposta a encontrar maneiras criativas de driblar as dificuldades.

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